terça-feira, 28 de julho de 2009

Preservando minha ESSÊNCIA...

... esta que se vai esquecendo pelo caminho arduamente trilhado, quando quase deixamos de pensar por nós mesmos. Esta palavra pensada no silêncio da gente, escondida, preservada, guardada a sete chaves, sem permissão pra ser revelada. Pensamentos caros, só pensamentos, alguns estampando o sorriso na face, outros fazendo tremer o corpo à lembrança, e há ainda os que fazem chorar. Não é a lei da vida? Um grande cesto de variedades que compõe o cotidiano interno de cada ser... Não é privilégio de poucos, não. Todos guardam segredos inconfessáveis. Cada ser humano é tão humano a ponto de não fugir dessa regra. Não creio nas pessoas que dizem: minha vida é um livro aberto. Nenhuma vida é um livro todo aberto! Lá no fundo de cada túnel, nem que seja um único fato inconfessável há... com toda a certeza, deve haver uma folha em branco, escrita apenas na memória do autor. E qual a vantagem de se ser um livro aberto? Arre! Só vejo desvantagens... quero ter minha individualidade, quero guardar alguns tantos segredos, com os sentimentos que lhes convêm, e considerar a minha opinião sobre eles, sem condicioná-los à opinião alheia. Necessito reter em mim sua pureza, porque no meu conceito e apreciação serão puros, evidente, pois pra mim não minto. Se os expuser, estarão imediatamente sujeitos ao contágio da falsa moral reinante nesse mundinho nosso, e aí talvez eu já nem saiba mais quem sou! Talvez eu exagere um pouco, vá lá, mas aprecio divagar, flutuar no tempo, medir a razão e pesar os sentimentos. Assim, secretamente, apenas de mim para comigo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

PENSANDO BEM

Tem dias que a gente tá insuportável. Diz tudo que vem à telha, sem medir consequências, sem nem pensar se é aquilo que realmente se pensa. Parece apenas um cuspir de recalques incrustados, embolorados em nossas entranhas. Ou a revolta de não se poder admitir que se odeia perder uma discussão, uma causa. Arre! Coisa feia... coisa que causa um mal-estar irreparável, já que não se pode desdizer a palavra dita, por mais que se tente, parece que ainda fica pior. A ofensa como que se materializa, cria forma, se agiganta. E a gente fica assim, pequenininha, o retrato deplorável do arrependimento. Nem perdão nessa hora apaga a culpa, porque se sabe que normalmente quem perdoa, afirma: "Até perdoo, mas não vou mais esquecer!" Puxa, mas o perdoar necessita do esquecer... é, não se pode errar mesmo, não nos perdoam, e o pior é que nem nós nos perdoamos. Quando o nosso embate é com aquela pessoinha que é tudo na vida da gente, a dor fica tão doída... Tão doída que a gente passa desesperadamente a querer compensar o outro pelo desgosto que causamos. Então, é sim pra cá, sim pra lá... Tantos embates, que à vida vão se somando mágoas e culpas, tornando-nos mais um cliente do feliz terapeuta. Que seria dele se não fosse nossa neurose? E como aprenderia a curar suas próprias? Evidente, precisa da experiência própria pra converter no ensinamento a ser aplicado. Sabe Deus quanto tenho tentado não explodir por ninharias, mas há aquele dia em que o copo enche e a gente sucumbe. Se curasse nosso mal, tudo bem, mas não cura... cria outro mais cruel, por se tratar, quase sempre de quem muito amamos!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

SEM ATITUDE

Junho chegou de novo! Veio correndo como a dizer: "Te mexe, a vida urge!" Tá, mas por onde começo?! Deixei lá atrás minhas atitudes, meus sonhos rotos e amarelados, e minhas risadas francas. Minha busca estancou em alguma parte do caminho, fragmentos espalhados, misturados às pedras encontradas. Algumas transpomos, outras nos derrubam, isto é inegável. O que aconteceu, nem sei. Só sei que a vida correu, correu muito, basta ver que junho chegou mais uma vez. E ainda me encontro em alguma parte daquele caminho, assim, lembrando o que não foi, lamentando o por que de não ter sido. Triste fim de tantos projetos arquitetados, apenas arquitetados, e nenhum realizado de fato. E sabe o que tô pensando, sinceramente? Que não há mais tempo... "Cuidado, criatura, isso cheira à velhice." Tô sempre repetindo que a velhice tá na cabeça, e que juventude também! "Então, que é isso agora? Vai escolher o quê?" Confesso que tô confusa. Bastante. Quero dizer que ainda há tempo pra fazer muito, que sempre há tempo quando se quer muito algo. E digo que tenho que começar... começar buscando lá atrás minhas atitudes parasitadas no tempo, reorganizando meus sonhos desfeitos , recuperando a risada franca, que se calou, deixando em seu lugar sorrisos tímidos incolores... Urge uma atitude. Mas, hoje o sol até já se foi, e a noite vem caindo. Só amanhã...

sábado, 1 de novembro de 2008

RAZÃO

Razão, algo bem curioso... toda vez que discutimos com alguém temos toda a certeza de que estamos com a razão. Chato que o outro não compreenda, né? "Ah, mas ele vai chegar lá"... "O tempo é o melhor remédio, etc, etc"... ei, um instantinho! Analisando o outro lado, e parando pra pensar, o outro discute porque também deve ter essa certeza. Como posso resolver esse impasse? Isso me deixa bem confusa... e se eu não tiver a razão que penso ter? Como posso saber se o que chamo de "minha razão", não é apenas o "meu ponto de vista"? Pronto, acabou a briga, agora tô até começando a achar que "cada um tem sua razão" mesmo. Tá melhorando, tá melhorando. Afinal, se somos todos indivíduos únicos, se carregamos nossas características, personalidades próprias, então como posso crer que a razão seja só minha? É, não posso! A minha é a minha, a do outro é a do outro. Julgar é ato complexo, exige muita reflexão. Melhor que julgar, seria compreender! Lembremos que, de crianças a adultos, atravessamos fases distintas que vão se transformando e amadurecendo nossas idéias e conceitos à medida que vencemos os obstáculos e a nós mesmos. Estamos sempre mudando e atualizando conceitos, e vamos continuar mudando até os últimos dias de nossas vidas. É a mola que impulsiona o ser humano, esta que o empurra em busca da lapidação do espírito, da evolução espiritual que, mesmo a passos lentos, perseguimos.
Tô treinando, brigando e conversando comigo, na tentativa de cada vez mais promover o santo diálogo nosso de cada dia. É barra, mas sem suavizar o tom de voz, sem escutar mais e falar menos, nada feito! O outro tampouco quererá nos ouvir. Transportando, num esforço sobre-humano, a minha pessoa pra dentro da outra pessoa eu posso sentir a razão dela. Sim, aí tudo fica mais fácil. Acho que o esforço vale, até pra evitar a subtração de tantos momentos bons que teríamos se o entendimento fosse uma constante no nosso dia a dia. Então, razão me parece, mais do que nunca, um substantivo muito relativo.

sábado, 4 de outubro de 2008

Café e Solidão

Foi só uma idéia...